quinta-feira, junho 18, 2009
domingo, junho 14, 2009
Festa de aniversário
São 43 anos bem vividos, a maior parte deles muito felizes.
Pela ordem:
Um jogo de jantar do ex-marido, muito amigo, pra eu levar pra casa nova.
Um cartão feito à mão em formato de coração, da Bia.
Um cachecol da cunhada, que parece mais o pelo de um coelho.
Uma mensagem de voz de longe, do Zé viajando, que adorei.
Um girassol brilhante, da nova Dani, a Costa.
Dezenas de mensagens no orkut e pelo celular, de amigos novos e velhos, distantes e próximos. (Dos distantes, ajudou muito para apertar a saudades)
Alguns telefonemas da família, pai, mãe, irmão e tias.
Dezenas de abraços e beijos de parabéns.
Um jantar maravilhoso da Ana (bacalhau com grão de bico).
Algumas amigas novas e velhas amigas se aproximando.
Mas, o mais gostoso de todos foi, sem dúvida o bolo de chocolate da Dani, minha amiga mais doce e filha do coração. Quem não comeu, já era. Só no ano que vem agora. Mas pode dar uma olhadinha aqui, só pra ficar com água na boca.
:)
quinta-feira, junho 11, 2009
ANO DOIS
O ano passado foi caracterizado por muito movimento e oportunidades, agora
é hora de separar o joio do trigo, e tomar consciência de onde realmente vale à
pena investir. Plantou as semenstes? Agora é hora de esperar germinar. Paciência
e observância de detalhes importantes. Época boa para cuidar dos relacionamentos
(em todos os níveis), valorize as atividades em grupo. Poderá apaixonar-se ou
desapaixonar-se, relacionar-se super bem ou ter grandes dificuldades nos
relacionamentos, tudo vai depender do seu Mapa Pessoal. Estará envolvido em
reuniões, troca de idéias e movimentações envolvendo pessoas, por isso deverá
tomar cuidado com o que diz, sendo ponderado, aprendendo a ouvir e a se colocar
no lugar do outro. Prepare-se por que, nesse período, a vida vai exigeir grande
capacidade de adaptação, flexibilidade, muita diplomacia e paciência. Para
garantir o sucesso dos próximos Anos Pessoais, procure manter-se em harmonia com
o Ano Dois: ao invés de afirmar-se, simplesmente aguarde os resultados. Confie,
porque nem sempre você estará totalmente ciente de todas as circunstâncias que
envolvem uma determinada situação, o futuro, então, lhe parecerá meio obscuro.
As escolhas parecerão difíceis, devido a uma certa indecisão, é melhor tomar
cuidado e esperar o momento mais propício. Estará emocionalmente mais sensível,
por isso tome muito cuidado para não levar as coisas para o lado pessoal,
enfraquecendo assim sua autoconfiança.
terça-feira, junho 09, 2009
Stand by me, lady Moon
Diz que a energia da lua cheia nos concede o dom da renovação...
Então, ela tem me ajudado demais. É bom sentir esta leveza. Chorar sem dor, mas simplesmente porque, depois de tanta turbulência, ver a própria vida com clareza emociona.
Tenho me sentido feliz ultimamente. Com um frio bom na barriga pelo que ainda virá, cheia de expectativas, mas feliz, confiante com a vida, com o tempo e principalmente com o amor.
Estou apaixonada pela vida, acho que é isso.
Alguém aí deve me achar piegas, romântica, ingênua e infantil. Tudo bem. E eu estou nem aí para a opinião de gente assim.
A vida, se a gente observa bem, sempre prova que tudo tem saída, que até o que é negro num certo momento, depois, se ilumina. Depois, há outros problemas, mas a gente está mais forte.
Acho que a gente sofre demais porque não aceita esses momentos negros. Quer passar pela vida como se estivesse numa novela das seis. Concluo que o melhor é encará-los de frente, sofrer o que tem que ser, mas sempre sabendo que vai passar.
segunda-feira, junho 01, 2009
Com amor e sabedoria
- Poxa vida, Viviane, mas por quê? Vocês estão há tanto tempo juntos, passaram por tanta coisa....
- Mas nós estamos bem, doutor, estamos - cortei, até porque já não aguento mais responder a essa pergunta quando digo para alguém que estou me separando.
O meu médico é um cara novo, mas conservador, como a maioria das pessoas. Acho curioso esse conservadorismo que até as pessoas que parecem "avançadas" demonstram quando eu comunico que estou saindo do meu relacionamento de 20 anos.
Não sei o que é pior nelas - a cara de espanto ou de pena.
Primeiro vem o espanto porque eu e o Mauro somos o que todo mundo idealiza como "o casal ideal". Relacionamento pacato, um não enche o saco do outro, casa boa, renda média mensal também boa. Além de tudo isso, nunca nos viram brigar, nos mal-dizer, nos agredir. Vivemos, sim, em paz.
Quando conto, geralmente a pergunta, que também vem é assim, às vezes até indignada:
- Mas você parece tão bem?
- Sim, estou bem porque estou feliz - respondo, e já emendo a explicação para não deixar dúvidas - O tesão acabou. Sobrou o amor de irmão.
Ou seja, não estou sofrendo com isso. Tenho que explicar que a parte do sofrimento pior é quando a gente descobre que não quer ficar junto e não sabe como dizer para o outro ou como fazer para o outro entender. E que essa parte da história já passou. E veja só, eu sofri muito sim, e poucos perceberam. Mas agora percebem que eu estou feliz. Isso é bom.
E, se não vem o espanto, vem o olhar de pena, como se eu tivesse abrindo mão de uma fortuna incalculável. Em boa parte das vezes vem mesmo os dois olhares juntos, como um míssel acompanhado de uma voz embargada, de pesar e melancólica. Algo assim:
- Mas o que deu errado?
- Não deu nada errado.
Tenho tentado me divertir com tudo isso. Analisar mesmo a reação das pessoas. Percebi que os mais velhos são os que mais me entendem. E as outras mulheres separadas também.
Eu não sou muito fã do Jabor, mas outro dia a Glenda, uma colega de trabalho, me contou que ele fala exatamente o que eu havia acabado de explicar para ela:
- Meu casamento não deu errado. Me irrita quando dizem isso. Deu muito certo. Só um relacionamento que deu certo explica porque estamos nos separando sem rancores, não estamos contando com quantos talheres cada um vai ficar, nem disputando para saber quem vai ficar com o fogão e a televisão. Estamos nos ajudando. A Bia, nossa filha de 8 anos, está participando de tudo, elaborando por conta seu calendário semanal para quando nós, enfim, estivermos em casas diferentes. Com ela, já falamos sobre fim de namoro, amor, divórcio, padrastos e madrastas que poderão vir. Ela não vê a hora da vida dela também mudar.
É raro, eu sei, mas eu gostaria que todo casamento terminasse assim.
E eu espero que a gente seja um exemplo sim.
É nisso que eu acredito, e quero provar que é possível.
Não podia fazer diferente.
PS - Há muitos anos, o Zé, um amigo que havia havia se separado, me mandou um trecho do livro "Ame e dê Vexame", do Roberto Freire. Talvez ele não tenha a dimensão do quanto aquilo mexeu comigo, porque lá estava escrito exatamente o que eu já sabia, mas nunca tinha conseguido expressar em palavras. E nem imaginava que o que eu sentia era possível de colocar em prática. Quando eu li, me senti feliz como uma criança quando consegue ficar em pé pela primeira vez e dar um passo. Tinha vontade de gritar: eureca, é isso! O trecho é o seguinte:
"Quando o amor acaba por ele mesmo, quando existe incompatibilidade entre as personalidades dos amantes, suas reações à perda não chegam nunca ao desespero trágico (...) Os amantes sabem que só se ama por inteiro, ou então o que estão fazendo não é amor, mas uma associação de interesses mútuos, um negócio. Além disso, quando se ama, não se está pensando em segurança, duração, controle, posse, pois isso corresponde à forma com que o autoritarismo capitalista familiar ou de estado se expressa no plano pessoal e afetivo. Se sou um libertário, desejo que tanto eu como meu parceiro vivamos o amor em liberdade, na emoção, no espaço e no tempo. É o amor em sí mesmo que comanda a intensidade, a beleza, a forma e a duração do nosso amor, em cada um e entre os dois, jamais o contrário."
São palavras sábias, mas difíceis de serem vividas.
Como uma criança, - que depois que fica em pé dá muitos tropeços e sofre muitas quedas, mas que enfim sai andando e correndo por aí - o meu esforço é para conseguir viver assim.
Com muito amor e um pouco de sabedoria.
-
domingo, maio 31, 2009
A importância de deixar ir
Cultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano
chamado “O Ceifador”. Existem momentos da vida em que somos desafiados a
perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para
trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos
e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá
seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua
vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente
renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades
sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são
as coisas que precisam ser deixadas para trás. Conselho: Viver é perder cascas
continuamente!
terça-feira, maio 26, 2009
COMPREI!!!
O Ap que eu quis. Vou ser a mulher mais sem dinheiro da face da terra nos próximos meses, mas eu estou feliz!! Dura, mas feliz.
:-)
PS - E agorinha fui ver o meu I-Ching do dia. Olha só: tô fazendo tudo direitinho, segundo a cultura oriental.
Wu Wang: A Simplicidade
Ouça o que lhe sugere a sua voz interior e prossiga fazendo as coisas que sabe serem certas. É importante também que você não aja mirando um objetivo ou com a expectativa de uma recompensa monetária. Seja simples e ouça o seu ser profundo, assim seguirá de modo livre e sereno.
Ieba !!!!!!!!!! :-)
domingo, maio 24, 2009
Haicus latinos
O Ciro, um amigo, me enviou. Tá registrado.
Los sentimientos
son inocentes
como armas blancas
---
Hay pocas cosas
tan ensordecedoras
como el silencio
---
Me gustaría
mirar todo de lejos
pero contigo
Mario Benedetti
Rincon de Haicus
--
terça-feira, maio 19, 2009
O conto
Misturei histórias e sentidos
Nem sei se ficou bom
Mas sei que ficou um desejo, só isso
domingo, maio 17, 2009
Cheguei agora, no vento
Amor, vim te buscar, em pensamento
Cheguei agora, no vento
Amor não chora, de sofrimento
Cheguei agora, no vento
Eu só voltei pra te contar
Viajei, fui pra Serra do Luar
Mergulhei, ah, eu quis voar
Agora vem, vem pra terra descansar
Viver é afinar um instrumento
De dentro pra fora, de fora pra dentro
A toda hora, a todo momento
De dentro pra fora, de fora pra dentro
;-)
sábado, maio 16, 2009
O tempo dos outros
A decisão já foi feita, não há mais dúvidas, mas algumas peças não se encaixam.
Não há nada o que se possa fazer e a gente é obrigado a esperar.
Todo mundó já passou por isso, eu imagino. É uma sensação de desamparo.
Acho que tudo isso vem para exercitar a minha paciência.
Eu, que fui treinada para conseguir tudo para ontem, na rapidez do raio, sou obrigada a esperar o tempo dos outros...
Ironia... onde está a minha auto-suficiência?
A solução é respirar fundo e torcer para que a espera passe mais rápido do que eu possa sentir.
.
quinta-feira, maio 14, 2009
O velho chavão
Tem dias que a gente não devia nem levantar da cama......
:-()
domingo, maio 10, 2009
Sou mãe em Lua
A mãe com o signo lunar em Áries é toda sinceridade. Apressada, às vezes
impaciente, mas quase uma criança na manifestação espontânea de seu amor. O
melhor lado que ela tem a oferecer ao mundo é a fé: a crença de que as coisas
podem e devem ser melhores do que são. Essa mãe também é voltada para o
imediato, para o agora. Sua vida é uma sucessão de momentos intensos como os de
alguém que deseja aproveitar ao máximo a vida. Para ela, tudo é à flor da pele.
É uma criatura aventureira, mas sabe se dedicar muito bem à tarefa de ser mãe.
sexta-feira, maio 08, 2009
O beijo
Íamos comprar algo, pizza, eu acho.
Ele me viu, sorriu, falou oi, contornou o balcão e veio me beijar.
Dei o rosto, mas ele queria ir além.
Então, eu resisti, surpreendida, e caí assustada no meu corpo deitado e, agora, ofegante.
Por que recusei o beijo? Ainda não é a hora, eu pensei. Que estúpida, me xinguei.
Só sei que foi difícil retomar o sono nesta madrugada.
Ando sonhando demais nos últimos tempos.
domingo, maio 03, 2009
A profecia da Ana
A última profecia da Ana é sobre a solidão. A minha solidão.
Não ligo de estar só. De verdade, estou curtindo o "descasamento" em doses homeopáticas. Foi uma escolha minha e, aos poucos, vou fazendo o que posso para consolidá-la, digo, a separação.
Assim, o primeiro passo foi estar só do ponto de vista afetivo. Ou seja, já está claro para mim e para o outro que acabou, que somos amigos e podemos viver bem com isso. E está sendo ótimo para mim viver isso no dia-a-dia. Por si só já é uma história bem diferente das que conheço por aí sobre separações, a maioria delas dramáticas e rancorosas. É lógico que há dor no processo, mas eu estou me saindo bem com ela e acho que ele também.
Até a Bia já entendeu que vamos morar em casas separadas e tem me acompanhado na melhor parte desta fase da nossa história: a procura pela nova casa ideal. Tem sido delicioso olhar aps ocupados, vazios e até em construção.
Então, voltando à Ana, o que ela diz é que, de fato, apesar desta minha solidão por opção, eu ainda não estou assim tão só. Porque ainda não mudei de casa, minha separação ainda não é visual para o grande público e a Bia está sempre comigo.
E ela profetiza que a pior parte, a que é mais dolorida ainda do que a descoberta que o casamento acabou, é a solidão quando ninguém mais estará comigo no dia-a-dia. "Aí você vai sentir!"
E que ninguém pense que ela diz isso por mal, porque a Ana nunca quer o meu mal. Ela fala isso como falaria "nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos". Para ela, esse será o curso natural das coisas. Ela profetiza: você só saberá o quanto está curtindo a solidão quando o telefone tocar e não tiver vontade de atender. Só aí, completa, estará feliz se sabendo sozinha de verdade.
Pode ser, Ana, eu digo. Mas o fato é que tudo até agora foi encabeçado e decidido por mim. E as decisões sempre foram solitárias, por mais que eu buscasse ajuda, apoio e conselhos aqui e ali. E eu também não acredito que as fórmulas são iguais para todos. Aliás, tenho a pretensão de fazer as coisas diferentes. É um desafio pessoal.
Por tudo isso, amiga, se tiver que vir a tal da "solidão pior", que venha. Eu estou duvidando.
E, se vier, no fundo, no fundo, eu acho que já estou bem preparada para ela.
:-)
Ninguém é perfeito
Adora a Fiel... Cai das nuvens.
;-(
terça-feira, abril 28, 2009
O sorriso de Monalisa
A Bia tem tido aulas de artes na escola. Outro dia, me disse que adorava a Monalisa, que era a pintura mais importante do mundo. Perguntei a ela se sabia que a Monalisa "olhava para as pessos". E ela me respondeu: - Sei, mãe. É assim: se você olha a Monalisa de frente, parece que ela está olhando para você. Se você a vê de lado, parece que ela está olhando de lado para você.... Mas.... se você está olhando a Monalisa de costas..... Bem, aí não dá pra ver nada, né!
É, tem muita gente por aí tentando ver a Monalisa de costas!
Tudo terminando bem
Madruguei para estar no jornal às 7h. Mau humor em alta, é lógico. Sono, trânsito, frio, neblina e, na pauta, a gripe do porco a me atormentar.
Vamos lá, cada coisa tem que ser feita no seu horário, e eu esquecendo várias das coisas: o post no blog, a entrada na rádio, a ronda na internet, o fone tocando, o rádio e a TV ligados, tudo ao mesmo tempo agora.
Deus!, eu ainda tenho que finalizar a pauta (e é lógico que não vou conseguir almoçar) e depois ainda tenho que escrever a coluna toda do próximo domingo para fechar hoje. E, para piorar, minhas tonturas estão voltando, já sei, estou relaxando na dieta.
A manhã passou num piscar de olhos e eu ainda tenho uma reunião às duas e preciso comer. Engulo uma sopa quase que na hora do lanche. Quando vejo, são 4 da tarde. E ainda falta a coluna do próximo domingo. E tenho que pegar a Bia no ballet às 8 e meia - não dá pra sair muito tarde do jornal.
Então, comecei a escrever, entre a pergunta de um repórter, o telefone tocando, o chefe me chamando. Fui puxando uma lembrança aqui, um frase acolá, parava, voltava a escrever. Pensei: "Esta vai ficar horrível", mas vamos continuar. Descarto quase tudo que rascunhei ontem à noite, quando estava sentada na minha cama, com a Bia do lado, lendo gibi.
E, quase 7, terminei. E.... adorei o que escrevi. Como há muito não gostava. Ficou demais.
Foram 12 horas dentro do jornal e, por incrível que pareça, sai de lá feliz.
Dando graças por não desistir de escrever. É que, nestes dias nebulosos, eu muitas vezes penso em parar...
Bem, o resto da noite foi ótimo. No carro, voltei rápido ao som "The Miracle of Love", peguei a Bia, passeamos no clube e agora estou aqui. Fechando a noite.
Dia normal. Dia em que, no fim, tudo terminou bem.
:)
domingo, abril 26, 2009
Agora com os pés no chão
É como se nenhum deles quisesse mais se arriscar em devaneios e fantasias.
É um pouco triste isso. Porque o que há por trás é uma tentativa de brecar o desejo.
Mas o desejo é como um curso d'água represado, que um dia precisa escoar.
Então, com os pés no chão, eles se esforçam para contê-lo, mas intuem que um dia ele vai transbordar descontroladamente. Novamente.
Só não sabem de qual forma. E se isso lhes trará a felicidade.
Mas também há nisso o seu lado bom. Sempre há.
Com os pés nos chão, eles repassam sua história, analisam o que foi certo e errado.
Eles afastam as culpas, acalmam o coração, respiram com folga.
Talvez sonhem. Quem sabe têm planos curtos, porque não querem mais nada a longo prazo. Pode ser.
É que nada que tentem pensar além alegra a sua alma.
É certo que vivem conformados por ter o mínimo, e se sentem seguros porque o mínimo está no agora, na vida que parece real.
Mas não é.
quarta-feira, abril 22, 2009
Uma História um Pouco Esquisita
Era uma vez um príncipe diferente dos outros. Ele era um pouco feio, um pouco estranho, um pouco torto e um pouco azarado também.
Um dia, esse príncipe foi preso na torre por uma princesa horrorosa, chata, mandona e feia de doer. O coitado ficou se sentindo muito mal, pior que um sapo perdido na areia do deserto.
Por sorte, uma bruxa muito interessante, bonita, alegre e engraçada ficou sabendo da terrível maldade. Não perdeu tempo, montou o cavalo nas costas e correu para lá.
Chegando, gritou: "Ó príncipe amado, joga-me tuas tranças! Eu vim te salvar!"
O príncipe ficou tão feliz com a chegada dela que, sem pensar, pulou lá de cima. Caiu no cavalo, quebrou uma perna, dois dentes da frente, torceu as costelas, rasgou toda a roupa e, como se não bastasse, perdeu a peruca também. O que aconteceu com o pobre cavalo ninguém sabe.
O príncipe se arrebentou inteiro, mas a bruxa, que o amava, cuidou tão bem dele que o moço ficou bonzinho, só um pouco mais torto do que antes.
A bruxa e o príncipe mudaram para longe, para uma terra distante, bem mais bonita que aquela, e compraram um castelo antigo, lindo, que ficava no alto de uma montanha. E aí aconteceu, de verdade, o que ninguém acreditava que fosse acontecer; eles viveram juntinhos para sempre, felizes, cheios de amor.
FIM
NOTA DE RODAPÉ: Um dia, quando eles já eram velhinhos e continuavam felizes, ficaram sabendo que a princesa malvada tinha se casado com um dragão. Um dragão que sabia queimar a maldade dela com o fogo das ventas.
Este texto não é meu. É do Felpo Filva, personagem da Eva Furnari. É que tenho lido muitos livros infantis ultimamente. Até porque a Bia tem 8 e leio tudo o que cai nas mãos dela. Outro dia, na escola, pediram a leitura do Felpo Filva (Moderna). Adorei. Acho que porque continuo romântica, acreditando no amor quando todo mundo já tem a certeza de que ele é impossível e improvável. Que pessoa teimosa eu sou. Ainda bem.
:-)