terça-feira, janeiro 06, 2009

No dia 1º eu morri

Acreditem: no dia 1º de janeiro eu morri.
Desencarnei, passei dessa para melhor, fiz a passagem.
Mas não cheguei em lugar algum e voltei, mergulhei em mim mesma.
Ressuscitei.

Não. Eu não renasci.
Quando a gente renasce a gente se renova, muda o corpo, pelo menos, e esquece o passado.
E eu voltei no mesmo corpo cansado, já meio arredondado, com as mesmas dores, dúvidas e dramas.

Não vi o dia 1º amanhecer e nem sei como, depois da aurora, enfim, dormi.
É que simplesmente apaguei. Como deve ser mesmo a morte ideal.
Todo mundo devia morrer assim, num off, sem dor. E acordar lá do outro lado, sem rancor.

Mas um anjo que me acompanha me amparou, me pegou no colo e tomou conta de mim.
Me fez voltar. Me disse assim: "Vamos, você tem que continuar".
E voltei a viver na minha cama, ressuscitada no meio do desejo.

Nem sei como cheguei no fim do dia. Mas ainda trabalhei, feliz, até o anoitecer...

domingo, dezembro 14, 2008

Beijo, abraço e a felicidade*

Parece bobagem, pretensão até, mas às vezes eu tenho a nítida impressão de estar no mundo para fazer você feliz. Sei que quando pensa em mim não consegue inibir um sorriso no rosto e fechar os olhos por alguns instantes para lembrar melhor dos meus traços.
Mesmo quando ficamos muito tempo sem nos ver, o que tem sido mais comum do que gostaríamos, tenho certeza que sabe que estou de alguma forma por perto, flutuando pelos seus pensamentos e você nos meus. Respiro fundo e está aqui. Respira fundo e estou aí.
E é assim que vamos levando nossas vidas, entre beijos e abraços e declarações de amor eterno.
Eu agora sou o seu espelho. Você agora é a minha inspiração.

*escrito há muito tempo

:-)

sexta-feira, novembro 28, 2008

Céu Negro

Adoro o céu quando ele está assim, escuro, preto, negro. De longe, enquanto corro pela avenida vindo para Santo André, vejo que sobre ele se desenham monstros com tentáculos: são manchas cinza-claro, quase brancas, nuvens frias como o vento lá de fora do carro, que queria ver voar. Corro encantada em direção a essas imagens geladas: o branco no negro, um desenho forte que se transforma sem que ninguém possa fazer nada, que fortalece a madrugada. Enquanto isso, eu penso que tenho que correr menos, mas não consigo ir mais devagar. Penso bobagens: "morrer seria bom assim, na velocidade, num choque rápido, sem dor". Mas não quero morrer. São 30 minutos. Aqui, a nuvem clara desaparece. É que estou dentro dela, suponho. Entrei na nuvem e a noite agora está embaçada. Mas, do lado de fora do carro, o cheiro que sempre me encanta e me envolve: o biscoito quente, saindo no forno, que esquentará o meu sono, meu alegre sono.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Talvez...

... o pior de tudo seja a falta de vontade de escrever.

Nenhuma frase, nenhum linha, nenhuma letra.

Este tem sido o "efeito colateral".

Mas, mesmo assim, as palavras devem sair. Mesmo que espremidas.

É um tipo de "o show deve continuar".

Mas sem vontade alguma.

:-!

terça-feira, novembro 18, 2008

De "O Mundo Perfeito"

Fusão

Lá estarás à minha espera, no final. O meu coração há de sobressaltar-se,
quando te vislumbrar na distância, e hei de, num segundo, rememorar todo o nosso amor, cópia total do que me dedicas. E a falta, a ausência, a distância será recompensada nesse abraço que dermos, que não será um reencontro, um mero abraço e um beijo, mas a merecida fusão das nossas almas, para não mais se desencontrarem.

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:-) e olha que a Isabela, dona do blogue, nem parece romântica....

quinta-feira, outubro 30, 2008

Num tempo qualquer

O piquenique
O céu claro
O gramado brilhante
O casal apaixonado

Uma tiara
Um pacto de amor
Um vínculo de vida


Depois...

O tempo que corre solto
O medo que se aproxima
A doença, a cama, a tristeza....

"Vou velar o seu sono", a moça diz

"Vou velar até o fim!"

:-!

segunda-feira, outubro 27, 2008

Par de vasos

Íamos sair. Eu estava tão feliz, porque a vida caminhava certa, para o lado que tinha que ser. Eu morava de novo com meus pais, no velho apartamento da rua Antonio Bastos. Não era o ideal ainda, mas éramos só eu, eles e a Bia.

Aí, tocou a campainha, eu atendi a porta e lá estava ele. Também feliz.
Mas, nos olhamos de alto a baixo chocados e, antes mesmo do beijo de oi, caimos na gargalhada. Estávamos vestidos da mesma forma, como gêmeos que usam roupas idênticas: calça jeans e uma ridícula camisa tipo havaiana, toda florida e azulada, bem larga. A roupa era horrorosa, por sinal. Mas era impressionante a nossa sintonia até no mau gosto.

Rimos de monte, mas não dava para ir pra rua daquele jeito, tipo par de vasos. Então, ele ficou conversando com o meu pai sei lá o quê e eu fui me apressar para trocar de roupa.
Sei que íamos a uma festa, com muita gente conhecida. Pensando racionalmente, não tinha o menor sentido eu usar aquela roupa, tão masculina. Mas não importava. Era vestida como homem que eu me sentia bem naquele momento. Porém, sem muito o que fazer, fui procurar outra apropriada.

Me vejo tirando roupas e mais roupas do guarda-roupa, vestidos e saias e blusas. A Bia do lado, dando palpite com um sorriso maroto. O tempo passando e eu desesperada porque não conseguia escolher outro figurino tão bom quanto o primeiro. "E o que será que ele e meu pai estão falando?", eu pensava.

Consegui escolher uma saia ou vestido, não sei direito, meio bege, meio creme, meio pérola, dos detalhes eu não lembro, mas sei que era muito mais feminino que o outro. Sensual eu diria. E, enfim, saíamos, eu envergonhada pela demora em decidir e por fazê-lo esperar, já esperando ser esculhambada porque a festa, naquela altura, já devia estar prá lá da metade.

Ai que medo daquela bronca!

Então, no hall de entrada do apartamento, bem no início da escada de emergência, nos abraçamos e beijamos como namorados adolescentes que se escondem na hora do amasso e ele fez a proposta indecente que toda mulher apaixonada quer ouvir:
"Vamos deixar essa festa pra lá e ir para um lugar só nós dois?".
"Demorou", eu pensei, com um sorriso nos lábios que diziam sim.

E acordei.

Talvez Freud ou Alan Kardec expliquem esse sonho. Se bem que eu tenha lá a minha interpretação. Mas essa fica pra outra oportunidade. E só dá pra falar pessoalmente...

:-)

domingo, outubro 26, 2008

O caminho

Quando alguém, ou alguma coisa muito importante, passa pela nossa vida, e sem saber explicar direito o porquê nada dá certo como planejado, fica lá, no fundo do coração, algo como uma agulha, cutucando sem parar. Aí, a primeira reação, até de autoproteção, é se fechar, ou caminhar para outro lado. Vamos lá fazer outra coisa, procurar outro rumo, tentar encontrar outras gentes, inventar amores, trocar de amigos! Vamos evitar as lembranças do que deveria ter sido. Músicas, textos, objetos, fotos, tudo o que possar fazer lembrar o que não teve forças para ser é intuitivamente banido. É assim com 99% das pessoas, eu acredito.


Mas, depois de um tempo, se você é um pouco lúcido e tem amor-próprio, você permite que o que foi do outro volte a fazer parte da sua vida. Você se deixa levar pela nostalgia do que foi, mesmo que não tenha sido tudo o que você quis ou imaginou merecer, e se sente feliz por ter boas lembranças. Se você tem mesmo amor-próprio, dá um jeito de aproveitar o lado bom de tudo o que passou. Porque nem tudo é sempre totalmente perdido. Não dá pra ter raiva da vida só porque as coisas não andaram do jeito que você imaginou que deviam ser. Não dá pra se colocar da posição da coitada vítima.


Acho que estou nessa fase: mais nostálgica. Escrevendo mais, deixando voltar as músicas que eu aprendi a gostar, ou passei a gostar mais, lendo, revendo e analisando algumas situações... Tentando, principalmente, cumprir todas as promessas que fiz a mim mesma, mantendo a esperança na vida, enfim. Enquanto o tempo passa, eu vou desenhando o meu caminho. Parece piegas, mas a dor e o amor são sempre piegas.


;-)

sábado, outubro 25, 2008

Adeus, Bóris!

Ele teve que ir. Estava velhinho, doente, infeliz. Então, deixamos ele partir.
Não foi uma decisão fácil. Demoramos talvez mais tempo do que devíamos.
Mas, hoje cedo, depois de vê-lo tentar se arrastar no nosso quintal mais um vez, não deu mais para adiar.
Ele não sofreu. Uma injeção, ele dormiu e pronto.
Mais difícil foi ver aquele homem adulto e aquela menina pequena chorando.
Obrigado, Bóris, por tudo.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Nua

Andei dizendo por aí que esse poema era da Elisa Lucinda. Me enganei. Não é. É da Isabel Machado. Correção feita, poema republicado. É um dos meus preferidos.

Porque me despes completamente
sem que eu nem perceba
E quando nua,
por incrível que pareça
sou mais pura.
Porque vou ao teu encontro
despojada de critérios
Liberto os mistérios,
mas sem perder o
encanto
Porque quando nua
sou única
e exclusivamente tua

;-)

sexta-feira, outubro 17, 2008

Dias loucos

A menina volta para o cativeiro, a pedido da polícia e o olhar atônito dos pais: é inimaginável.

O traficante ameaça resolver à sua moda, sem meias palavras: é assustador.

Nas ruas, Pms jogam bombas em policiais civis no bairro mais chique da cidade: é inusitado.

Na TV, o chefe de estado diz que tudo é uma armação política: é impressionante.

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Dias loucos como esse são os que eu mais gosto. Mal dá pra respirar, não dá pra relaxar, nem há tempo de pensar, refletir sobre a própria vida. O bom é o alheio, o bom é só o que está lá fora, trazendo adrelina aqui pra dentro. O melhor é que do resto de mim eu esqueço por algumas horas.

:-!

terça-feira, outubro 14, 2008

Transporte

A água quente cai na minha nuca, me arrepia e me transporta.
Eu não estou mais aqui.
Sou um corpo sem alma.
E ela, agora livre, está perto de você.
:

sábado, outubro 04, 2008

Dezessete horas fora do ar

E como pode ser possível acreditar que eu iria ficar tão feliz com uma agulha entrando na minha veia. Eu sentada numa poltrona, e a agulha sendo meu amuleto, minha sorte, minha paz. "Me faça dormir, querida, tudo o que eu quero dormir."
E dormi. Dezessete horas de sono, abrindo o olho aqui e ali, me esforçando pra prestar atenção em alguma coisa, mas dormindo. Dormiria mais, se não ouvisse o chamado. E eu também chamei.
"Te liguei porque ouvi você me chamando agora mesmo", me disse meu pai do outro lado da linha, me acordando, enfim. Quinhentos quilômetros de distância e ele me escuta. Isto está começando a ficar comum. Em menos de dois meses, é a segunda vez que ele me escuta pedindo socorro.
E, por mais que quisesse, não voltei pra cama. Não dava mais. Não eu. Vou carregar essa cabeça que está explodindo de dor por causa da falta da cafeína, nenhum analgésico será capaz de curá-la, mas eu vou sair daqui, enfrentar o trânsito e ir pro trabalho.
É isso aí. Acabou a vontade de dormir.
Agora, só tenho vontade de seguir....

:)

quarta-feira, outubro 01, 2008

Doce Bandido

Como uma coisa tão doce pode provocar tanta dor. Um simples pedaço de bolo de chocolate, símbolo da boa comemoração, foi capaz de acabar com minha noite e, com certeza, vai destruir o meu dia. Me fará ter como único desejo um tubo de soro direto na veia, deitada na maca de algum hospital.

;(

domingo, setembro 28, 2008

Uma encruzilhada

Pela manhã é sempre mais difícil. Não que eu durma mal. Na verdade, tenho dormido como uma pedra. Mas acordo cansada, como se tivesse lutado a noite inteira, correndo pelo mundo invisível atrás de fantasmas vivos ou de algum objetivo perdido e difícil. Acho que vem daí a vontade de não sair da cama. E levanto sem nenhuma esperança.

À tarde, as sensações se dispersam. O mundo corre muito rápido à minha volta e eu oscilo entre a certeza absoluta, o medo de estar apenas sonhando, me enganando, e o pavor não ter mais tempo para consertar o que parece perdido. Mas, ainda consigo conciliar a razão para lembrar que o tempo é infinito, que ele resolve tudo e tem a sua própria lógica. Nestas horas, me dá um insight delicioso, uma esperança infinita no futuro e a consciência de que, apesar de ter frustrações e problemas, sou feliz porque não fujo deles, quero conhecê-los, destrinchá-los, resolvê-los e enguli-los. De preferência, acompanhados de um bom vinho tinto. Não quero desistir. Me animo, destilo um pouco de doce veneno, de bom humor, vislumbro a luz no meu coração e tento me prender a ela pelo infinito.

Mesmo assim, já com um sorriso no lábios, não consigo pensar em algo para fazer. Parece que sem a força inspiradora da paixão do meu lado, a meu favor, minhas engrenagens estão emperradas. Tenho só o amor, a certeza do amor, mas ele, neste momento, parece um paquiderme envelhecido. Não tenho estratégia, não tenho objetivo a curto prazo, não tenho vontade de me movimentar para lado nenhum. Minha única vontade é deixar a vida passar e superar sozinha seus próprios limites. Só há um detalhe difícil, lembro: é a minha vida. E seria muito fácil se eu pudesse somente assisti-la, sem ser a atriz principal. Penso "tenho que fazer algo". Mas o quê? Não tenho forças. É uma encruzilhada.

À noite, no caminho para casa, tento lembrar de tudo o que passou, tudo o que passei principalmente nos últimos 20 anos, e como as coisas se resolveram ou não. Tento tirar experiências de dentro do que eu mesma fiz, de como eu agi e reagi. Fico lá, fazendo minha autocrítica, normalmente sendo mais rigorosa comigo do que mereço, mas não sentindo que havia um jeito diferente de fazer. Porém, há coisas que eu simplesmente não sei. E queria ajuda para saber.

Por isso, tenho me perdoado mais. E esperado. Sorte que não consigo desistir. Acho que essa é a minha melhor virtude. Não desisto de mim, de quem eu amo e nem do que eu acredito que seja verdade. Mas entendo que, nessa fase, a única coisa que consigo realmente fazer é esperar. Se estiver frio e eu tiver um cobertor, tanto melhor.

;-/

sábado, setembro 27, 2008

Só dormir

Então, é assim:

Tem dias que tudo, tudo o que eu quero é dormir.
... dormir ... dormir... dormir ... dormir... e dormir.
Dormir pra não acordar mais.
Ou para acordar outra, em outra vida, em outro mundo, outra dimensão.
Hoje é um desses dias.
Dia que eu estou tão cansada que até o ato de pensar é pesado.
Começa assim: acordo, ou melhor, abro lentamente os olhos de manhã querendo não ver a cor do dia. Teimo em ficar na cama, levanto por obrigação, me arrasco até quase meio-dia.
Quem me vê nem percebe. Mas eu estou me arrastando por dentro.
No trabalho, a irritação com o excesso do que fazer... sempre muito para poucos braços.
Mas, enquanto o dia corre, vou esquecendo o mau humor, mas me pego agindo meio que por impulso.
No meio da noite, a irritação volta a mil e no fim do expediente eu já quero sair correndo de lá.
E, de sexta, ainda é pior. Me pergunto: por que, sua estúpida, você foi decidir fazer inglês de sábado pela manhã?! Pra abraçar o mundo, é lógico! Pra provar que sou capaz de dar conta de tudo, e de todos, e também de mim mesma...
Hoje eu queria entregar as pontos. Não me digam: "Você está infeliz!", porque não é nem isso.
Só estou nem aí.
É a vontade de entregar o jogo, de ficar parada, de falar fui, essa eu passo por hora, vou deixar pra mais tarde, outro dia, outra vez, talvez. Agora eu quero descansar....
Seria tão bom conseguir parar de pensar!

:(

...

quinta-feira, setembro 25, 2008

Um frame em câmera lenta

Tudo foi muito rápido. Foi como um frame, uma foto, uma imagem que era pra ficar mesmo congelada na memória. Foram três, talvez quatro segundos, no máximo, eu não sei direito.
Mas, lembrando agora, é como se eu estivesse em uma cena em câmera lenta. Será possível um frame em câmera lenta? Ali era. E, num pause eu tento observar melhor os detalhes, e dou então o play again, vamos adiante.
Eu estava muito distraída. Difícil isso. Estou sempre atenta ao ambiente, multiplicando meus olhares pela rua, tentando enxergar tudo o que está à minha volta. Mas, naquele instante, eu estava andando muito devagar, com um panfleto na mão, vislumbrando um sonho que persigo.
Então, ali, quase parada, completamente absorta, eu escutei que me chamaram. Mas não ouvi nenhum som. Foi um grito mudo, mas tão certeiro que meus olhos se viraram diretamente para o local exato de onde vinha o som.
Sei que foi num susto que ele me viu. E ele não quis me chamar. Mas, quando virou a esquina, e me encontrou lá, quase parada, sem percebê-lo, instintivamente reduziu a velocidade. E, por dentro, falou meu nome tão alto que eu, mesmo sem escutar, não pude deixar de ouvir. E me virei diretamente para ele, sem precisar procurar.
Com o canto dos olhos, queixo voltado para baixo e o corpo na outra direção, eu o encontrei com o olhar. E o avistei também num susto. Estava lá, como eu, quase parado, sentado no carro, marcha reduzida, disfarçando, fingindo não me ver atrás de lentes escuras. Achei graça.
Nenhum de nós disse nada. Nenhum de nós parou de fato. Talvez porque não tivesse como parar nem o que falar. Ele simplesmente voltou a acelerar, desconcertado. E eu não consegui ver uma forma para voltar.
Seguimos os dois para frente, em direções de novo opostas (nosso destino?), tentando imaginar se um dia os nossos caminhos vão de novo se cruzar.
Ou, talvez, tentando imaginar um jeito de um dia os nossos caminhos de novo se cruzar.
...

A cor rosa

Hoje eu li em algum lugar algo que gostei sobre a cor rosa.
Ou melhor dizendo, sobre a luz rosa.
Diz assim que você pode enviar, pelo pensamento, a luz rosa para alguém, e que ela significa o "amor incondicional".
E que, ao fazer isso, você também pode "dizer" a essa pessoa, mentalmente:
"Eu amo você. Eu desejo a você tudo o que existe de bom e puro no universo."

Bem, acho que estamos no caminho certo.

...

segunda-feira, setembro 22, 2008

A Primavera e o Sol

Ainda bem que chegou a Primavera e com ela veio o Sol.

Ainda bem que eu não me canso de escrever e aprendi a ter paciência.

Ainda bem que sempre tem alguém aí, a me espreitar.

Ainda bem!

:)

sábado, setembro 20, 2008

Risquem essa palavra

Para as mulheres que eu amo


Tem algo que eu quero dizer pra vocês: risquem do seu dicionário a palavra "infeliz".
Porque "infeliz" é tudo o que nós não somos.

Acompanhem o que meu raciocínio:

"Infeliz" é a qualidade da pessoa amarga, sem amigos, rigorosa demais consigo mesma.
"Infeliz" é quem não consegue rir dos próprios erros, não consegue ver além do próprio umbigo.
"Infeliz" é quem tem medo do caminho só porque ele parece difícil e, assim, desiste.
"Infeliz" é quem não conhece nenhum tipo de solidariedade. É quem nunca explode.

Não somos assim.

Por isso, risquem essa palavra horrível, que nunca vai se encaixar nas nossas vidas.
Porque, vez ou outra, podemos estar tristes, confusas, solitárias, com medo e até desesperadas.
Mas "infelizes" nós nunca, nunca mesmo, conseguiremos ser. Ainda bem.

:-)